Quando produzimos o minidocumentário Alive, Edu estava fazendo sua transição do fotojornalismo para as narrativas visuais. Eu, que vinha do texto, com alguma experiência em TV e vídeo para celular, também estava aprendendo novas habilidades, como editar. Naquela época, o áudio não recebia de nós uma grande atenção. Tínhamos uma ideia de sua importância e, por isso, usávamos um microfone direcional Azden, modelo SMX-10, acoplado em um gravador zoom H2n. Mas tanto equipamento quanto conhecimento eram muito rudimentares.

Sons do filme

Alive – In the shadows of Australia 

A inda por cima, encontramos várias dificuldades nas locações. A primeira entrevista com Roy Wiggan foi em uma praia movimentada, na qual passou um helicóptero e depois estacionou um caminhão, com aqueles sinais sonoros de ré. A segunda foi em uma praia bem tranquila, na qual se ouvia o mar e o se aproximar de um canguru.

Mas logo chegou também um carro e em seguida uma família, até que o lugar ficou silencioso novamente. Na casa onde fizemos as entrevistas com Lorna Kelly e Owen Torres, tinha um aquário que, por motivos de sobrevivência dos peixes, não podia ser desligado. Portanto, quem exercitar uma escuta profunda poderá notar os inúmeros ruídos e a falta geral de qualidade da captação em campo.

O que salvou o áudio do Alive foi que, de lá para cá, conhecemos Marcelo Téo, que nos alfabetizou sonoramente e fez trilhas sonoras e sound design para o filme, e seu irmão Daniel Téo, dono da Sopro Records, responsável pela pós-produção de áudio. 

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