S omos bombardeados diariamente e de todos os lados com conteúdo. Isso é fato. Quando entro no Netflix, YouTube, Google ou qualquer outro canal na internet, confesso que tenho bastante dificuldade em encontrar conteúdos que me despertem, sem perder metade do meu tempo disponível nesta busca. Quando falo em “conteúdos que me despertem”, penso naqueles que, além de entreter, me ensinem algo de bom e ajudem no meu desenvolvimento.  

Com a necessidade contínua de melhoramento pessoal para suprir as demandas da vida pessoal e do trabalho, sinto uma certa culpa ao ficar rolando a timeline do Facebook, Instagram ou YouTube, como quem zapeia na TV de um canal pra outro, sem ver nada que agregue de fato ao meu dia. Isso drena as minhas energias e me deixa insatisfeita comigo e com os estímulos recebidos (ou a falta de) do conteúdo que consumi. 

Quando digo que tenho dificuldade de encontrar conteúdo sem perder tempo, me refiro à quantidade de horas que utilizo para fazer buscas na internet. Quando vejo o catálogo da Netflix, por exemplo, tenho certeza de que ali vou encontrar diversos conteúdos maravilhosos e que vão me inspirar, ensinar e me desenvolver. Mas como encontrar o que preciso de forma mais rápida e eficiente? Quais são os critérios para escolher conteúdos que realmente ajudem no meu desenvolvimento pessoal sem roubar as minhas poucas horas de lazer? 

Encontrar o que preciso, na minha opinião e na visão da Retrato, não é o MAIS DO MESMO. É MAIS DIVERSIDADE! Consumir conteúdos diversos vai além do que eu gosto, me ensina a respeitar, aceitar e entender as diferenças, me colocar no lugar do outro e perceber que não sabemos tudo. Todas as pessoas têm suas próprias histórias, e quando não as conhecemos acabamos criando julgamentos que não contemplam sua existência. Quando nos tornamos exploradores de histórias, passamos a viver de forma mais aventurosa, nos permitindo viver, conviver e compreender a diferença.

O Netflix, assim como diversas outras plataformas, disponibilizam conteúdos incríveis, alguns dos quais conseguem suprir nossas necessidades de desenvolvimento e entretenimento. E para economizar o seu tempo e te ajudar nessa busca, criamos uma playlist que vai ajudar a refletir e conhecer histórias e experiências de diversos personagens inspiradores, que também podem ser encontrados na vida real, muitas das vezes ao nosso lado, tudo que precisamos é de um pouco de empatia para reconhece-los.

Prepara a pipoca e aproveita para nos dizer o que você achou dessa lista! 😊 Você tem buscado relacionar o que assiste ao seu desenvolvimento, aprendizado ou crescimento? Nos ajude a melhorar cada vez mais as nossas recomendações, ficaremos muito gratos em saber a sua opinião. 

Siga a Retrato, viva a diversidade. 

Curadoria por

Patricia-Burger

Patrícia Burger

Administradora e costureira

1 – Anne with an E

Moira Walley-Beckett, 2017 

 Anne é uma história de amadurecimento que gira em torno de uma garota diferente de todas as outras, e que contra todas as expectativas e com muitos desafios luta pelo amor e pela aceitação do seu lugar no mundo. A trama é ambientada na ilha de Prince Edward em 1890, girando em torno de uma garota de 13 anos cujo maior trunfo é a própria imaginação.

Anne Shirley (Amybeth McNulty) é uma jovem órfã que passou a infância em lares temporários abusivos. Certo dia, ela é enviada por engano para viver com a irmã e o irmão, Marilla (Geraldine James) e Matthew Cuthbert (R.H. Thomson). Eventualmente, Anne vai mudar a perspectiva dos dois, e todos da cidade vão aprender a conviver com seu intelecto afiado e com a sua imaginação brilhante. (Fonte: Adoro Cinema) 

2 – Dear white people

Justin Simien, 2017 

A série acompanha um grupo de estudantes negros de uma importante universidade dos Estados Unidos, pertencente à Ivy League, cuja maioria dos alunos é branca. Dear White People retrata como esses personagens lidam com o racismo no campus da universidade. Depois de uma festa de Halloween, com a temática blackface, organizada por um grupo de alunos brancos, várias tensões raciais se desenrolam no ambiente acadêmico. São 10 episódios, cada um focando um dos personagens centrais, incluindo Sam White (Logan Browning), a criadora do programa de rádio que dá nome ao seriado. (Fonte: Wikipedia) 

3 – Atypical

Robia Rashid, 2017 

Sam ( Keir Gilchrist) é um jovem autista de 18 anos que está em busca de sua própria independência. Nesta jornada, repleta de desafios, mas que rende algumas risadas, ele e sua família aprendem a lidar com as dificuldades da vida e descobrem que o significado de “ser um pessoa normal” não é tão óbvio assim. (Fonte: Adoro Cinema) 

4 – American crime story – temp. 1: The people v. O. J. Simpson

Larry Karaszewski, Scott Alexander, 2016 

O julgamento de O.J. Simpson. Ex-jogador de Futebol Americano, Orenthal James foi acusado em 1994 de assassinar a esposa, Nicole Brown, e o amigo Ronald Goldman. Contado através da perspectiva dos advogados que conduziram o caso, a série explorara os acordos feitos de maneira informal e as manobras políticas conduzidas por ambos os lados envolvidos. (Fonte: Adoro Cinema) 

5 – The get down

Baz Luhrmann, 2016

Ambientada em Nova York durante o ano de 1977, The Get Down conta a história de como, à beira das ruínas e da falência, a grande metrópole deu origem a um novo movimento musical no Bronx, focado nos jovens negros e de minorias que são marginalizados. Entre o surgimento do hip-hop e os últimos dias da Disco Music, a história se costura ao redor das vidas dos moradores do Bronx e de sua relação com arte, música, dança, latas de spray, política, religião e Manhattan. (Fonte: Adoro Cinema) 

6 – 3%

Cesar Charlone, Pedro Aguilera, 2016 

A série apresenta um mundo pós-apocalíptico, depois de diversas crises que deixaram o planeta devastado. Num lugar não especificado do Brasil, a maior parte da população sobrevivente mora no Continente, um lugar miserável, decadente, onde falta tudo: água, comida, energia e outros recursos. Aos 20 anos de idade, todo cidadão tem direito de participar do Processo, uma seleção que oferece a única chance de passar para o Maralto, onde tudo é abundante e há oportunidades de uma vida digna. Mas somente 3% dos candidatos são aprovados no Processo, que testa os limites dos participantes em provas físicas e psicológicas, e os coloca diante de dilemas morais. (Fonte: Wikipedia) 

7 – Master of None

Aziz Ansari, Alan Yang, 2015 

A série acompanha a vida, nos âmbitos pessoal e profissional, de Dev (Aziz Ansari), um ator de 30 anos de Nova York que tem problemas para decidir o que quer comer, mas não para decidir qual caminho quer seguir para o resto de sua vida. Ambiciosa, divertida, cinematográfica e intensamente pessoal, a história de Dev o leva a mergulhar em diversos temas, desde direito dos idosos à rotina dos imigrantes em um país estrangeiro. (Fonte: Adoro Cinema)

8 – Sense 8

Lilly e Lana Wachowski, Tom Tykwer, James McTeigue e Dan Glass, 2015 

A série conta a história de oito desconhecidos: Will Gorski, Riley Blue, Capheus “Van Damme” Onyongo, Sun Bak, Lito Rodriguez, Kala Dandekar, Wolfgang Bogdanow e Nomi Marks. Cada uma dessas pessoas é de uma cultura e um país diferente (exceto, Gorski e Nomi, ambos americanos). Em seu cotidiano, todos subitamente têm uma visão da violenta morte de uma mulher chamada Angelica e, a partir de então, eles descobrem estar mentalmente e emocionalmente ligados um ao outro, sendo capazes de se comunicar, sentir e apoderar-se do conhecimento, linguagem e habilidades alheias. A quem tem esse tipo de dom é dado o nome de Sensate. Ao passo que tentam descobrir como e por que esta conexão aconteceu e o que isso significa, um misterioso homem chamado Jonas tenta ajudar os oito. Enquanto isso, outro estranho, chamado Whispers, tenta caçá-los, usando o mesmo poder para conseguir acesso às mentes sensate, embora Whispers precise olhar nos olhos dos outros sensates. Cada episódio reflete os pontos de vista dos personagens, que interagem uns com os outros enquanto aprofundam as próprias origens, as próprias diferenças e as experiências passadas que possam uni-los. (Fonte: Wikipedia)

9 – Orange is the New Black

Jenji Kohan, 2013 

A série se desenvolve ao redor da história de Piper Chapman, que mora em Nova York e, é condenada a cumprir 15 meses numa prisão feminina federal por ter participado do transporte de uma mala de dinheiro proveniente do tráfico de drogas quando mais jovem a pedido da sua ex-namorada, Alex Vause, que é uma peça importante num cartel internacional de drogas. O delito ocorreu há dez anos antes do início da série e, no decorrer desse período, Piper seguiu sua vida tranquila entre a classe média-alta de Nova York. Já no alto dos seus trinta e poucos anos, desfruta de uma felicidade sem tamanho ao lado do seu noivo Larry Bloom, deixando seu passado sombrio de lado, até ele resolver voltar para assombrá-la. Para pagar por seus crimes, Piper resolve se entregar e troca uma vida confortável pela prisão. Tragada por um universo laranja completamente distinto do seu, acaba encontrando tensão e companheirismo num grupo de detentas desbocadas, em um local em que é impossível fugir, até de si mesma. (Fonte: Wikipedia) 

10 – Black Mirror

Charlie Brooker, 2011 

Uma espécie de híbrido entre “The Twilight Zone” e “Tales of the Unexpected”, Black Mirror explora sensações do mal-estar contemporâneo. Cada episódio conta uma história diferente, traçando uma antologia que mostra o lado negro da vida atrelada à tecnologia. (Fonte: Adoro Cinema) 

Gostou desta lista que preparamos para você?

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Até a próxima!

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